terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Poesia da incerteza

O trema caiu

O hífen, para alguns, surgiu.


A estreia perdeu sua graça

A ideia já não chama tanta atenção

A joia, ao contrário e apesar de tudo, ainda brilha

A diarreia já não faz tanto estrago

A jiboia, no entanto, ainda assusta

E no voo, perdeu-se o chapéu do vovô.


A parada do raio não é mais garantida:

Ele não pára mais

Agora, só para,

mas não decidiu se para-raio, ou pararraio.

Nem a sub-regra sabe o que faz

A regra ainda não decidiu pela subregra.


O dono do pelo

está em dúvida se o permite passear pelo corpo

Ou se corta o pelo.


Até fevereiro, alguns problemas pairam

Pôr e pôde seguem firme,

Dando a esperança de que

Pondo ou não pondo acento, hífen, trema,

O português seja estudado,

Cada vez mais valorizado

Nem que seja por sua dificuldade...


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Amigas?

Sabe aquele amigo que só é legal quando está indo embora? Assim é a amigdalite. Na verdade, de amigável, ela não tem nada. Porque amigo chato não aparece depois de outro amigo chato (a placa de garganta). Amigos chatos, quando resolvem dar as caras para incomodar, aparecem juntos.

E assim foi com uma conhecida nossa. Veio a placa, depois a amigdalite. A Sú até que se livrou bem da primeira visita. Apresentou um Astro de novela para ela, e a danada foi embora.

Já a amigdalite, não. Essa é cheia de frescuras e não gostou de outro Astro que a Sú botou na mão dela. E de joelhos! A amigdalite não sabe ir embora por bem. Tem que ser a vassouradas mesmo.

Agora sim ela está indo embora. De mansinho. A Sú, que é minha vizinha, até já conseguiu me gritar da casa dela para avisar que a coisa está melhorando. No momento, a amigdalite está acampada no pátio da casa da coitadinha. Melhor não visitá-la por enquanto.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ta virando portfólio

O que é pouco para muitos, é muito para poucos parte II.



Release que deu certo.
Pauta interessante, instituição que dá orgulho... sem demagogia. Estudo lá, já tá na minha história.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008



O que é pouco para muitos, é muito para poucos. ^^

Tradução: pode significar pouco para você, mas para mim significa muito.

Link para a notícia completa

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Curtinhas

Sem tempo nem muita vontade de postar, mas vamos lá... umas curtinhas

* Decepção nas Olimpíadas, a maioria dos brasileiros não voltam pra casa nem com medalha de latão.

* Dunga foi disputar jogos com time "colcha de retalhos". Um craque daqui, outro dali, e um Diego pra se atirar com qualquer toquezinho do adversário - mas nem cavou pênalti pra nós.

* Cadê a vara da Murer? O Galvão podia ter emprestado uma pra ela...

*Em provas absurdamente desgastantes, atletas fazem pausa para urinar no cantinho, para enfiar o dedo na goela em tentativa frustrada de vomitar e vão para ambulância antes mesmo de receber medalha de prata. Será que não é hora de perceber os limites humanos?

* Meia hora depois que escrevi isso, Scheidt e Prada ficam com a prata na vela classe Star. :) Menos mal. Ainda nem tem foto da vitória nos sites de notícias.

Sorte para o Brasil nesta manhã de final futebol feminino (esperança de ouro) e semi-final de vôlei feminino (quem sabe, né...terceira chance pra elas, em jogos olímpicos).

terça-feira, 29 de julho de 2008

Finalmente, "alguém se mexeu"

Alguns reclamam do governo. "Aqueles lá não fazem nada, só roubam nosso dinheiro e se aproveitam do poder." Eles dizem que o governo não faz milagre, e nisso estão certos. Quem faz milagre é fada madrinha.

A varinha de condão do governo é a multa. Infelizmente, o cidadão não aprende com os erros dos outros, e às vezes nem com as próprias resvaladas. Imagens na televisão e fotografias de acidentes de trânsito não chocam mais: ficaram banais, de tão corriqueiras. Medo para que? "Comigo, isso jamais vai acontecer."

Aparentemente, o maior medo das pessoas se encontra mais no bolso, do que na perda da vida. O único jeito - ou pelo menos o mais rápido - para evitar a quase sempre fatal mistura entre bebida alcóolica e volante é o castigo. E não é qualquer castigo. Pontos na carteira de habilitação não assustavam. Quem sabe a prisão e quase mil reais detenham os irresponsáveis e ajudem a diminuir as aventuras.

Se o governo não faz nada, o povo reclama. Se faz, também sofre queixas. Tomara que o tempo ensine que a nova lei, que proibe que motoristas dirijam alcoolizados, pode ser uma das melhores formas de evitar mortes violentas nas estradas brasileiras.

Imagem: G1

sábado, 5 de julho de 2008

Nostalgia musical

Estava escutando o Hard Candy, CD novo da Madonna, uma de minhas cantoras preferidas. Se fosse há uns dez anos atrás, com certeza eu não estaria ouvindo este CD a essa hora (10 da noite), e muito menos em minha casa - sem antes comprá-lo.


Senti uma certa nostalgia. Quando mais nova, ir a uma loja de CDs era praticamente um evento. Normalmente era uma lista de três álbuns, um a ser escolhido. Tomava cuidado para não demorar muito escutando cada um. O vendedor podia não gostar. Eu costumava conferir trechos de mais ou menos 30 segundos. Às vezes, avançava o começo da música para conseguir ouvir o refrão.

É verdade que o conhecimento musical era mais restrito. Poucas bandas mereciam um lugar no meu porta CDs. O custo alto dos discos era o principal fator das poucas aquisições. CDs chegaram a ser um dos meus presentes favoritos de aniversário, natal, dia das crianças...

Carregar as músicas, só no discman. Ele era usado somente em viagens; pesava demais na bolsa para me acompanhar em outros lugares. Quanto pesa mesmo um mp3player?

Hoje em dia, a facilidade em baixar músicas fascina. O álbum nem foi lançado, e o single já corre na web. Apesar disso, a saudade daqueles tempos bateu...

(a discussão sobre os direitos dos cantores e os prejuízos das gravadoras vai ficar para outro dia... :)

Imagem: http://www.fotosearch.com.br/UNY716/u15399754/

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Mais um desafio

Realizei um projeto experimental durante praticamente todo o semestre (em doses homeopáticas, tá certo), e depois por uma semana inteira, na finalização. Madrugadas a dentro trabalhando no computador, colegas de curso envolvidos, família, amigos, e até eu mesma deixada um pouco de lado.

Experiência em correrias em final de semestre não faltam. A data de entrega estava lá, tão distante. Mas a consciência falava alto, para seguir trabalhando. Vai que depois não dá tempo. E ainda tinha o projeto de trabalho de conclusão de curso, a ser entregue uma semana antes do projeto experimental.

E não é que, mesmo com as coisas mais ou menos planejadas, a correria foi inevitável? Mas valeu à pena. Foi um desafio, que por vezes pareceu impossível. Porém, com muita perseverança, determinação, força e ajuda dos amigos, tudo correu bem. E você pode conferir o resultado aqui.

Voilá!

Eu falei aqui
Isso mesmo, aqui
Ééé, você não se enganou, é aqui
Nesse link mesmo!

Brincadeiras à parte, espero que gostem.
Bjos

Imagens: http://silveiraneto.net e http://collide.com.ar