quarta-feira, 5 de março de 2008

"X" e "y"

"Quem lê, lê à sua forma, e não da forma que o outro, que escreveu."
Assim, em poucas palavras, Mr. Pi explicou a um dos maiores problemas da comunicação através de mensagens instantâneas, na internet.

A internet facilitou muita coisa, e dificultou várias outras. Antes, para entrar em contato com alguém e demonstrar um certo interesse, era preciso telefonar. E telefonar tem um peso, a gente sabe. Colocar-se à prova para conversar com alguém, sendo que esse alguém pode estar ocupado, ou não estar muito a fim, vale quase tanto quanto chegar numa pessoa em uma festa. Além do que a voz pode falhar, as palavras podem faltar, e as bobagens podem sair, sem ter como deletar.

Já para aqueles que têm como necessidade básica do dia-a-dia conectar no chat, o telefone parece não existir. Agora, é só mostrar-se online, e esperar por um "oi" tímido, o qual pode terminar no "tudo bem", e nada mais.

E àqueles que botam a cara a tapa e falam o "oi", parabéns. Vai saber se o que se diz "ocupado" está assim mesmo e se o ausente saiu de casa. Talvez na era do telefone, esses "corajosos" fossem os que mais discariam à procura das pessoas de interesse. E assim, fariam mais pessoas felizes.

Hoje é bem fácil conversar, nem que seja o trivial. Quem dá dois cliques no nome do contato, pode pensar:"Não estou online indo falar com você por esse ser meu objetivo agora, mas sim, porque estou aqui e quero bater um papo com alguém". Qualquer alguém. Não há como saber se o receptor desse "oi" é um ser especial. Tomara que as próximas linhas desse bate-papo possam responder.

Por esse e outros motivos é que o peso de um telefonema é muito maior do que o de um chat na internet. E às vezes é por pensar demais antes de digitar, que o entendimento não flui. É por não escutar o tom da voz, que os problemas começam. A comunicação, em si, não acontece. Eu entendo x, você y. E a mensagem se perde nos zeros e uns da rede mundial de computadores.

(Espero os comentários! Beijos :)

3 Comments:

marquinhos said...

Nada substitui o feedback imediato que, por conseqüência, traz outro feed e assim por diante. Claro que o msn, o sms e outras tecnologias são deveras importantes - quiçá viciantes - mas nada substitui o retorno imediato. O telefone aproxima, com certeza! Gosto muito. Só que nada substitui o ao vivo e a cores, poder olhar no olho e ver além das palavras...

Beijo Blue! Adorei o post! ^^

Lauro I. Quadrado said...

por isso que praticamente aboli o msn da minha vida cotidiana, pelas impossibilidades que um tipo de comunicação tão impessoal produz. e metade dos contatos da minha lista realmente teriam conversas que acabariam nos famigerados "beleza" ou nas ":Ps"...
e concordo contigo também que um telefonema é muito mais pessoal.

e talvez por isso que eu ainda goste de blogs, pois quem escreve tem algo a dizer, e supostamente quem comenta também quer dizer algo! haehaehaeh

porém, apesar de tudo, acho que as mídias não devem se excluir, há de extrair o melhor de cada tipo de comunicação, não achas?

beijo, Dani!

everton maciel said...

Gostei da idéia. Relamente, somos aquilo que conseguimos transmitir.