Alguns espectadores acham que um filme é inteligente por ter um desfecho inesperado e esquisito, se analisado com o resto da história. Causa indignação perceber que todo o roteiro te levou a acreditar em um final, mas que o visto é outra coisa.
O final de certa forma é absurdo, por não condizer com o que a trama mostrou. No entanto, a pessoa acaba por desculpar o desfecho, alegando para si mesma que isso faz parte da complexidade do filme. E que ser complexo é sinônimo de ser inteligente.
O espectador se sente enrolado, passado para trás. Se o clichê e o previsível são intoleráveis por muitos, o que dizer do surpreendente? Enjoativo. Ao menos os filmes enquadrados no primeiro caso são capazes de te fazer rir no final de semana, enquanto os como "A Estranha Perfeita" deixam uma pulga atrás da orelha, e uma sensação, parafraseando os norte-americanos, de "did I miss something here?"*
domingo, 2 de dezembro de 2007
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