domingo, 15 de junho de 2008

Moda para todos

Enrole-se. Mantas, echarpes, cachecóis - como você quiser chamar – emolduram e chamam a atenção para o rosto. As novidades nesses acessórios chegam cada vez mais atraentes, a cada ano que passa. Você pode encontrá-los nos mais variados tecidos e cores. Não tem um guarda-roupa muito numeroso? A dica é investir nas “enroladinhas” para variar a produção.



Os homens não ficam de fora das dicas de moda. Dar importância ao visual não é sinal de metrossexualidade, mas sim de boa auto-estima. Dá dó ver mulheres bem arrumadas ao lado de homens desleixados. Com carinho e sutileza, indique a ele casacos e coletes acolchoados (de nylon) e parcas estilo militar, para enfrentar o inverno e as chuvas que se aproximam.


Fotos: revista Estilo e vilamulher.com.br.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Moda cinzenta

Os “fashion weeks da vida” de inverno já passaram, e inclusive os de verão já serão realizados nas próximas semanas. Porém, no Rio Grande do Sul, ainda há muito frio por vir, e por esse motivo vale conferir dicas de moda para essa estação. Qual será a cor que domina os visuais dessa temporada?

Em enquete da sessão de moda do portal Terra, o vinho ganha com 30% de mais de 18 mil votos. Será ele mesmo o queridinho? Dê uma olhada nas lojas e veja como a sensação do momento está em outra tonalidade...

Sabe quem tem aparecido em luvas, boinas, cintos, leggins, sobreleggins, trench-coats e muitas outras peças? O cinza. Mas não é do sem graça “cinza pijama” que estamos falando. Quem gosta de tons prateados vai se achar nas roupas e acessórios nessa cor. O lurex (tecido brilhoso criado a partir de fibra de alumínio) traz charme ao cinza em blusas de decote “vê”, tanto em detalhes nas bainhas das mangas como na gola.

Confira novas dicas nos próximos dias.

Foto: www.erikapalomino.com.br

domingo, 1 de junho de 2008

Exclusividade gaúcha

Toda mulher gaúcha tem um pouco de macho. Digo macho porque, nos tempos de guerra, passavam meses sem seus homens, e para ficar sem marido esse tempão todo, tem que ser macho, muito macho. Macho porque muitas delas sabem cavalgar, e para não temer a altura de um cavalo, somada ainda à altura de quem cavalga, tem que ser macho. Macho porque é capaz de agüentar um homem que se acha mais macho do que ela. Macho porque suporta o frio do inverno gaúcho.

Característica do clima subtropical temperado do Rio Grande do Sul: estações razoavelmente bem definidas. Na teoria, quando é verão, é verão, e quando é inverno, é inverno. Nada de calorão e seca quando é para ter frio e chuva; mas não raras são as vezes em que a teoria vai por água abaixo e há chuva, muita chuva, quando parece que se vai finalmente conseguir torrar no sol e pegar uma cor.

Quem será o criador desse frio dos invernos, opa!, dos infernos? Será a mulher, para poder comprar, comprar e comprar? Aí vão as opções da moda para sobreviver à estação: touca, boina, blusão de gola rolê, boné, luva, poncho... Quer mais? Bota até o joelho, meia calça de lã, gabardine, manta, calça de veludo...

É preciso achar o culpado deste inverno tão rigoroso. As mulheres-macho negam a autoria, porque afinal, se é por consumir, a moda da estação alegre - o verão - também oferece opções mil. Elas anseiam por dar uma sola de laço no responsável por tanto desânimo, pele ressecada e cabelo rebelde causado pela umidade. O criador dessa peculiaridade climática só pode ter sido o homem gaúcho, para dar uma desculpa que não manche a macheza toda, e assim poder implorar pela amada ao seu lado, embaixo do cobertor, curtindo um colo bem quente e aconchegante, com bônus composto por beijinhos e café na cama na manhã seguinte.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Traz paz

O que te traz paz?
Olhar pela janela
Ver o mundo lá fora
Poder sair da tua grade
Em qualquer dia, a qualquer hora.

Respirar o ar urbano
Deitar na grama, na cama
Sonhar com um pássaro voando
Ver a loucura lá embaixo
E a mente aqui, planando.

Fazer parte do mundo
Vê-lo girar
E com ele rodar
Correr, sentir, suar
Descobrir que a felicidade pode estar em trabalhar.

Perceber que nas mínimas coisas
Está a alegria
Rir até chorar
Perder calorias.

Sair com os amigos
Jantar com a família
Chegar em casa cansado
De mais um longo dia.

Mas onde está a paz?
Não é preciso muito procurar
Ela está bem aqui, ao teu lado
Esperando pelo teu olhar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Tango, família e amor

“Filmes europeus são monótonos.” Engana-se quem generaliza. “Tango de Rashevski” é um exemplo capaz de derrubar essa teoria. Assuntos como morte, casamento, relação em família e religiões distintas – senão opostas - estão no filme. São 100min de uma gostosa história, com o charme da língua francesa e pitadas picantes à moda do mais do que característico estilo europeu de produzir cinema.

Idosos, adultos e jovens convivem na família judia Rashevski. Com a morte da matriarca Rosa, todos ficam perdidos, buscando entender quem realmente são. As várias e diferentes personagens dão ritmo ao longa-metragem. O tango as embala, mas na medida certa. O filme passa longe de vir a se transformar em um musical.

Veja o trailer no YouTube.


Os extremos da religião são colocados em dúvida. Judeus e muçulmanos participam da trama, mostrando vários lados da religiosidade e provando como o homem é mutante com relação ao assunto.

No entanto, não se trata de um filme sobre religião. É sim uma historia romântica que aborda o relacionamento em família, mostrando a personalidade carismática das personagens, suas mudanças e sentimentos, assim nos fazendo refletir sobre as ligações afetivas que construímos ao longo da vida.

Sem efeitos especiais e com enredo envolvente e criativo, “Tango de Rashevski” é uma boa escolha para o final de semana.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Jogo de interesses

Uma reportagem “fantástica” foi veiculada nesse último domingo (27). Ernesto Paglia foi o repórter incumbido de mostrar os arredores da reconstituição do crime que matou a garota Isabella. Na reportagem, aparecem populares que supostamente se aproveitam para lucrar com a atenção dada ao caso.

Interessante a iniciativa de focar uma reportagem nas reações da população. Afinal, tem-se batido muito nas mesmas teclas: resultados de investigações da perícia para cá, depoimentos da defesa para lá. O público quer sim saber as últimas e mais quentes notícias sobre o caso. Mas no fim das contas, o receptor também quer se ver. Ao menos sob esse aspecto, o Fantástico foi ao encontro de seu estilo.

O problema se apresentou no enfoque dado à reportagem. Como jornalista, você não pode ser neutro, mas você pode – e deve - tentar ser o quanto mais isento possível. O repórter Ernesto Paglia não foi. Perceba a entonação sarcástica no trecho: “o vendedor se diz profundamente emocionado”. Não fosse esse tom desnecessário, a matéria seria um bom reflexo dos acontecimentos no local.

Sim, muitos estavam próximos à cena do crime para lucrar, como o vendedor de algodão doce – um dos únicos a, humildemente, reconhecer o motivo de sua presença ali. No entanto, outros podiam sim estar emocionados, por que não?

Cabe questionar o seguinte: a imprensa por acaso não tem interesses na divulgação dos fatos relacionados ao caso da menina cruelmente assassinada? Que moral tem a referente emissora para julgar possíveis lucros adquiridos pela população, devido ao crime? A mídia por acaso está isenta da utilização do “drama alheio”? Se não fosse lucrativo para a emissora, não seria dedicado tanto tempo ao “dramático” assunto Isabella.

População e televisão estão quites. E fim de caso.

P.S.: será que meu blog será uma das respostas do Google para a busca por "Isabella"? he he he.



No estudo do telejornalismo, consideramos nao recomendável a utilização de uma entrevista ao final da reportagem. É como dar a última palavra a alguém e tomá-la como verdade.

Perceba a última frase: "Eu acho isso ridículo". O repórter não precisou fazer mais nenhum esforço para deixar clara sua opinião.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Garimpe

Não cabem nos dedos das mãos as matérias que já li sobre não ignorar camelôs e lojas populares na hora de comprar roupas e acessórios. “Faça um garimpo”, sugerem as revistas de moda.

Minha prima queria um cinto prateado para combinar com uma sapatilha da mesma cor. “Os metalizados estão em alta!”, informam as revistas. Na loja de calçados, ela encontrou um cinto perfeito por R$40,00. Porém, não importa o quão maravilhoso seja esse cinto, seu princípio fala bem alto na consciência: “não gaste esse absurdo com um acessório de moda passageiro”.

Ainda bem que não minha prima não adquiriu aquele cinto. Ela me contou que quando voltava até o carro, passou por uma banca de camelô. Um cinto praticamente igual a olhou, e gritava, “eu custo só R$10”! Alguma dúvida de que ela o comprou?

As publicações femininas estão certas. Andando duas quadras, pode-se encontrar um produto igual ou muito parecido, por um preço metade ou até mesmo quatro vezes menor.

É possível encontrar muita coisa boa em locais considerados ruins por serem populares. Pode ser que a peça de roupa não dure os três anos que aquela de grife agüentaria, e que a fivela do cinto do camelô caia daqui a um ano. Mas em se tratando de peças da moda, exclusivas da estação, por que não comprá-las por um preço mais acessível?

A moda é efêmera, fugaz. Deixemos para investir em peças básicas, ou então em produtos que vão continuar em alta no ano que vem.

Não deixo de admitir que a sensação de consumir em uma loja de elite é diferente – para melhor. Minha prima só não gosta quando a atendente é arrogante e a olha de cima a baixo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Falar, ouvir, trocar

Quando requisitada para uma entrevista, logo vi o que minha colega Maíra carregava na mão. Uma câmera digital. Para me fotografar é que não ia ser, certo? O objetivo era um vídeo, e um vídeo em que eu deveria responder a uma pergunta.

Falar em frente a uma câmera. Se fosse há um tempo atrás, eu ficaria vermelha e nervosa, com uma forte palpitação. As palavras não fariam o caminho do cérebro até a boca, de forma que uma Daniela gaga entraria em ação.

Ainda bem que hoje posso dizer que isso mudou. Foi a cadeira de Teatro no primeiro semestre? As locuções de notícias e programas de rádio? Foram as apresentações de programa de entrevista, telejornal e boletins? Tudo, tudo isso e mais um pouco, que nem eu mesma cheguei a notar, deve ter ajudado muito.

Quando comecei a cursar Jornalismo, um dos receios foi se minha postura quieta e a timidez atrapalhariam no desenvolvimento da profissão, que, afinal, preza por comunicação. Por sorte, logo no segundo semestre, o professor Cilon tratou de comentar sobre sua época de formação acadêmica e o quão pouco comunicativo ele era. E quer saber? Ele descobriu que o curso podia se tornar, inclusive, uma solução.

No entanto, foi somente no ano passado, quando cursava o sexto semestre, que pude perceber um detalhe importante. Mais escutar do que falar - meu caso - jamais poderá ser um problema para a profissão jornalista. Afinal, comunicação exige emissor-mensagem-receptor (para constar o mínimo necessário), portanto alguém que fale, alguma coisa para falar e alguém que a ouça - o que certamente não exclui questionamentos por parte de quem escuta. Comunicar-se é realizar uma troca. O que aqui se deseja ressaltar é que uma repórter precisa, primeiramente, dar ouvidos à fonte, para assim soltar sua voz, seja através de texto, rádio ou televisão.

E para não deixar ninguém curioso a respeito do vídeo que eu e outros amigos foram convocados a gravar, confira no blog A Minha Notícia. Muito interessante a iniciativa da também futura jornalista, Maíra. Ela pede que os colegas de faculdade relembrem a notícia que mais lhes chamou atenção nos últimos dias.

P.S.: contador colocado no dia 31-03-2008. Aguardo sua visita e comentários! Beijo.