terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Poesia da incerteza

O trema caiu

O hífen, para alguns, surgiu.


A estreia perdeu sua graça

A ideia já não chama tanta atenção

A joia, ao contrário e apesar de tudo, ainda brilha

A diarreia já não faz tanto estrago

A jiboia, no entanto, ainda assusta

E no voo, perdeu-se o chapéu do vovô.


A parada do raio não é mais garantida:

Ele não pára mais

Agora, só para,

mas não decidiu se para-raio, ou pararraio.

Nem a sub-regra sabe o que faz

A regra ainda não decidiu pela subregra.


O dono do pelo

está em dúvida se o permite passear pelo corpo

Ou se corta o pelo.


Até fevereiro, alguns problemas pairam

Pôr e pôde seguem firme,

Dando a esperança de que

Pondo ou não pondo acento, hífen, trema,

O português seja estudado,

Cada vez mais valorizado

Nem que seja por sua dificuldade...


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Amigas?

Sabe aquele amigo que só é legal quando está indo embora? Assim é a amigdalite. Na verdade, de amigável, ela não tem nada. Porque amigo chato não aparece depois de outro amigo chato (a placa de garganta). Amigos chatos, quando resolvem dar as caras para incomodar, aparecem juntos.

E assim foi com uma conhecida nossa. Veio a placa, depois a amigdalite. A Sú até que se livrou bem da primeira visita. Apresentou um Astro de novela para ela, e a danada foi embora.

Já a amigdalite, não. Essa é cheia de frescuras e não gostou de outro Astro que a Sú botou na mão dela. E de joelhos! A amigdalite não sabe ir embora por bem. Tem que ser a vassouradas mesmo.

Agora sim ela está indo embora. De mansinho. A Sú, que é minha vizinha, até já conseguiu me gritar da casa dela para avisar que a coisa está melhorando. No momento, a amigdalite está acampada no pátio da casa da coitadinha. Melhor não visitá-la por enquanto.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ta virando portfólio

O que é pouco para muitos, é muito para poucos parte II.



Release que deu certo.
Pauta interessante, instituição que dá orgulho... sem demagogia. Estudo lá, já tá na minha história.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008



O que é pouco para muitos, é muito para poucos. ^^

Tradução: pode significar pouco para você, mas para mim significa muito.

Link para a notícia completa

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Curtinhas

Sem tempo nem muita vontade de postar, mas vamos lá... umas curtinhas

* Decepção nas Olimpíadas, a maioria dos brasileiros não voltam pra casa nem com medalha de latão.

* Dunga foi disputar jogos com time "colcha de retalhos". Um craque daqui, outro dali, e um Diego pra se atirar com qualquer toquezinho do adversário - mas nem cavou pênalti pra nós.

* Cadê a vara da Murer? O Galvão podia ter emprestado uma pra ela...

*Em provas absurdamente desgastantes, atletas fazem pausa para urinar no cantinho, para enfiar o dedo na goela em tentativa frustrada de vomitar e vão para ambulância antes mesmo de receber medalha de prata. Será que não é hora de perceber os limites humanos?

* Meia hora depois que escrevi isso, Scheidt e Prada ficam com a prata na vela classe Star. :) Menos mal. Ainda nem tem foto da vitória nos sites de notícias.

Sorte para o Brasil nesta manhã de final futebol feminino (esperança de ouro) e semi-final de vôlei feminino (quem sabe, né...terceira chance pra elas, em jogos olímpicos).

terça-feira, 29 de julho de 2008

Finalmente, "alguém se mexeu"

Alguns reclamam do governo. "Aqueles lá não fazem nada, só roubam nosso dinheiro e se aproveitam do poder." Eles dizem que o governo não faz milagre, e nisso estão certos. Quem faz milagre é fada madrinha.

A varinha de condão do governo é a multa. Infelizmente, o cidadão não aprende com os erros dos outros, e às vezes nem com as próprias resvaladas. Imagens na televisão e fotografias de acidentes de trânsito não chocam mais: ficaram banais, de tão corriqueiras. Medo para que? "Comigo, isso jamais vai acontecer."

Aparentemente, o maior medo das pessoas se encontra mais no bolso, do que na perda da vida. O único jeito - ou pelo menos o mais rápido - para evitar a quase sempre fatal mistura entre bebida alcóolica e volante é o castigo. E não é qualquer castigo. Pontos na carteira de habilitação não assustavam. Quem sabe a prisão e quase mil reais detenham os irresponsáveis e ajudem a diminuir as aventuras.

Se o governo não faz nada, o povo reclama. Se faz, também sofre queixas. Tomara que o tempo ensine que a nova lei, que proibe que motoristas dirijam alcoolizados, pode ser uma das melhores formas de evitar mortes violentas nas estradas brasileiras.

Imagem: G1

sábado, 5 de julho de 2008

Nostalgia musical

Estava escutando o Hard Candy, CD novo da Madonna, uma de minhas cantoras preferidas. Se fosse há uns dez anos atrás, com certeza eu não estaria ouvindo este CD a essa hora (10 da noite), e muito menos em minha casa - sem antes comprá-lo.


Senti uma certa nostalgia. Quando mais nova, ir a uma loja de CDs era praticamente um evento. Normalmente era uma lista de três álbuns, um a ser escolhido. Tomava cuidado para não demorar muito escutando cada um. O vendedor podia não gostar. Eu costumava conferir trechos de mais ou menos 30 segundos. Às vezes, avançava o começo da música para conseguir ouvir o refrão.

É verdade que o conhecimento musical era mais restrito. Poucas bandas mereciam um lugar no meu porta CDs. O custo alto dos discos era o principal fator das poucas aquisições. CDs chegaram a ser um dos meus presentes favoritos de aniversário, natal, dia das crianças...

Carregar as músicas, só no discman. Ele era usado somente em viagens; pesava demais na bolsa para me acompanhar em outros lugares. Quanto pesa mesmo um mp3player?

Hoje em dia, a facilidade em baixar músicas fascina. O álbum nem foi lançado, e o single já corre na web. Apesar disso, a saudade daqueles tempos bateu...

(a discussão sobre os direitos dos cantores e os prejuízos das gravadoras vai ficar para outro dia... :)

Imagem: http://www.fotosearch.com.br/UNY716/u15399754/

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Mais um desafio

Realizei um projeto experimental durante praticamente todo o semestre (em doses homeopáticas, tá certo), e depois por uma semana inteira, na finalização. Madrugadas a dentro trabalhando no computador, colegas de curso envolvidos, família, amigos, e até eu mesma deixada um pouco de lado.

Experiência em correrias em final de semestre não faltam. A data de entrega estava lá, tão distante. Mas a consciência falava alto, para seguir trabalhando. Vai que depois não dá tempo. E ainda tinha o projeto de trabalho de conclusão de curso, a ser entregue uma semana antes do projeto experimental.

E não é que, mesmo com as coisas mais ou menos planejadas, a correria foi inevitável? Mas valeu à pena. Foi um desafio, que por vezes pareceu impossível. Porém, com muita perseverança, determinação, força e ajuda dos amigos, tudo correu bem. E você pode conferir o resultado aqui.

Voilá!

Eu falei aqui
Isso mesmo, aqui
Ééé, você não se enganou, é aqui
Nesse link mesmo!

Brincadeiras à parte, espero que gostem.
Bjos

Imagens: http://silveiraneto.net e http://collide.com.ar

domingo, 15 de junho de 2008

Moda para todos

Enrole-se. Mantas, echarpes, cachecóis - como você quiser chamar – emolduram e chamam a atenção para o rosto. As novidades nesses acessórios chegam cada vez mais atraentes, a cada ano que passa. Você pode encontrá-los nos mais variados tecidos e cores. Não tem um guarda-roupa muito numeroso? A dica é investir nas “enroladinhas” para variar a produção.



Os homens não ficam de fora das dicas de moda. Dar importância ao visual não é sinal de metrossexualidade, mas sim de boa auto-estima. Dá dó ver mulheres bem arrumadas ao lado de homens desleixados. Com carinho e sutileza, indique a ele casacos e coletes acolchoados (de nylon) e parcas estilo militar, para enfrentar o inverno e as chuvas que se aproximam.


Fotos: revista Estilo e vilamulher.com.br.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Moda cinzenta

Os “fashion weeks da vida” de inverno já passaram, e inclusive os de verão já serão realizados nas próximas semanas. Porém, no Rio Grande do Sul, ainda há muito frio por vir, e por esse motivo vale conferir dicas de moda para essa estação. Qual será a cor que domina os visuais dessa temporada?

Em enquete da sessão de moda do portal Terra, o vinho ganha com 30% de mais de 18 mil votos. Será ele mesmo o queridinho? Dê uma olhada nas lojas e veja como a sensação do momento está em outra tonalidade...

Sabe quem tem aparecido em luvas, boinas, cintos, leggins, sobreleggins, trench-coats e muitas outras peças? O cinza. Mas não é do sem graça “cinza pijama” que estamos falando. Quem gosta de tons prateados vai se achar nas roupas e acessórios nessa cor. O lurex (tecido brilhoso criado a partir de fibra de alumínio) traz charme ao cinza em blusas de decote “vê”, tanto em detalhes nas bainhas das mangas como na gola.

Confira novas dicas nos próximos dias.

Foto: www.erikapalomino.com.br

domingo, 1 de junho de 2008

Exclusividade gaúcha

Toda mulher gaúcha tem um pouco de macho. Digo macho porque, nos tempos de guerra, passavam meses sem seus homens, e para ficar sem marido esse tempão todo, tem que ser macho, muito macho. Macho porque muitas delas sabem cavalgar, e para não temer a altura de um cavalo, somada ainda à altura de quem cavalga, tem que ser macho. Macho porque é capaz de agüentar um homem que se acha mais macho do que ela. Macho porque suporta o frio do inverno gaúcho.

Característica do clima subtropical temperado do Rio Grande do Sul: estações razoavelmente bem definidas. Na teoria, quando é verão, é verão, e quando é inverno, é inverno. Nada de calorão e seca quando é para ter frio e chuva; mas não raras são as vezes em que a teoria vai por água abaixo e há chuva, muita chuva, quando parece que se vai finalmente conseguir torrar no sol e pegar uma cor.

Quem será o criador desse frio dos invernos, opa!, dos infernos? Será a mulher, para poder comprar, comprar e comprar? Aí vão as opções da moda para sobreviver à estação: touca, boina, blusão de gola rolê, boné, luva, poncho... Quer mais? Bota até o joelho, meia calça de lã, gabardine, manta, calça de veludo...

É preciso achar o culpado deste inverno tão rigoroso. As mulheres-macho negam a autoria, porque afinal, se é por consumir, a moda da estação alegre - o verão - também oferece opções mil. Elas anseiam por dar uma sola de laço no responsável por tanto desânimo, pele ressecada e cabelo rebelde causado pela umidade. O criador dessa peculiaridade climática só pode ter sido o homem gaúcho, para dar uma desculpa que não manche a macheza toda, e assim poder implorar pela amada ao seu lado, embaixo do cobertor, curtindo um colo bem quente e aconchegante, com bônus composto por beijinhos e café na cama na manhã seguinte.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Traz paz

O que te traz paz?
Olhar pela janela
Ver o mundo lá fora
Poder sair da tua grade
Em qualquer dia, a qualquer hora.

Respirar o ar urbano
Deitar na grama, na cama
Sonhar com um pássaro voando
Ver a loucura lá embaixo
E a mente aqui, planando.

Fazer parte do mundo
Vê-lo girar
E com ele rodar
Correr, sentir, suar
Descobrir que a felicidade pode estar em trabalhar.

Perceber que nas mínimas coisas
Está a alegria
Rir até chorar
Perder calorias.

Sair com os amigos
Jantar com a família
Chegar em casa cansado
De mais um longo dia.

Mas onde está a paz?
Não é preciso muito procurar
Ela está bem aqui, ao teu lado
Esperando pelo teu olhar.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Tango, família e amor

“Filmes europeus são monótonos.” Engana-se quem generaliza. “Tango de Rashevski” é um exemplo capaz de derrubar essa teoria. Assuntos como morte, casamento, relação em família e religiões distintas – senão opostas - estão no filme. São 100min de uma gostosa história, com o charme da língua francesa e pitadas picantes à moda do mais do que característico estilo europeu de produzir cinema.

Idosos, adultos e jovens convivem na família judia Rashevski. Com a morte da matriarca Rosa, todos ficam perdidos, buscando entender quem realmente são. As várias e diferentes personagens dão ritmo ao longa-metragem. O tango as embala, mas na medida certa. O filme passa longe de vir a se transformar em um musical.

Veja o trailer no YouTube.


Os extremos da religião são colocados em dúvida. Judeus e muçulmanos participam da trama, mostrando vários lados da religiosidade e provando como o homem é mutante com relação ao assunto.

No entanto, não se trata de um filme sobre religião. É sim uma historia romântica que aborda o relacionamento em família, mostrando a personalidade carismática das personagens, suas mudanças e sentimentos, assim nos fazendo refletir sobre as ligações afetivas que construímos ao longo da vida.

Sem efeitos especiais e com enredo envolvente e criativo, “Tango de Rashevski” é uma boa escolha para o final de semana.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Jogo de interesses

Uma reportagem “fantástica” foi veiculada nesse último domingo (27). Ernesto Paglia foi o repórter incumbido de mostrar os arredores da reconstituição do crime que matou a garota Isabella. Na reportagem, aparecem populares que supostamente se aproveitam para lucrar com a atenção dada ao caso.

Interessante a iniciativa de focar uma reportagem nas reações da população. Afinal, tem-se batido muito nas mesmas teclas: resultados de investigações da perícia para cá, depoimentos da defesa para lá. O público quer sim saber as últimas e mais quentes notícias sobre o caso. Mas no fim das contas, o receptor também quer se ver. Ao menos sob esse aspecto, o Fantástico foi ao encontro de seu estilo.

O problema se apresentou no enfoque dado à reportagem. Como jornalista, você não pode ser neutro, mas você pode – e deve - tentar ser o quanto mais isento possível. O repórter Ernesto Paglia não foi. Perceba a entonação sarcástica no trecho: “o vendedor se diz profundamente emocionado”. Não fosse esse tom desnecessário, a matéria seria um bom reflexo dos acontecimentos no local.

Sim, muitos estavam próximos à cena do crime para lucrar, como o vendedor de algodão doce – um dos únicos a, humildemente, reconhecer o motivo de sua presença ali. No entanto, outros podiam sim estar emocionados, por que não?

Cabe questionar o seguinte: a imprensa por acaso não tem interesses na divulgação dos fatos relacionados ao caso da menina cruelmente assassinada? Que moral tem a referente emissora para julgar possíveis lucros adquiridos pela população, devido ao crime? A mídia por acaso está isenta da utilização do “drama alheio”? Se não fosse lucrativo para a emissora, não seria dedicado tanto tempo ao “dramático” assunto Isabella.

População e televisão estão quites. E fim de caso.

P.S.: será que meu blog será uma das respostas do Google para a busca por "Isabella"? he he he.



No estudo do telejornalismo, consideramos nao recomendável a utilização de uma entrevista ao final da reportagem. É como dar a última palavra a alguém e tomá-la como verdade.

Perceba a última frase: "Eu acho isso ridículo". O repórter não precisou fazer mais nenhum esforço para deixar clara sua opinião.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Garimpe

Não cabem nos dedos das mãos as matérias que já li sobre não ignorar camelôs e lojas populares na hora de comprar roupas e acessórios. “Faça um garimpo”, sugerem as revistas de moda.

Minha prima queria um cinto prateado para combinar com uma sapatilha da mesma cor. “Os metalizados estão em alta!”, informam as revistas. Na loja de calçados, ela encontrou um cinto perfeito por R$40,00. Porém, não importa o quão maravilhoso seja esse cinto, seu princípio fala bem alto na consciência: “não gaste esse absurdo com um acessório de moda passageiro”.

Ainda bem que não minha prima não adquiriu aquele cinto. Ela me contou que quando voltava até o carro, passou por uma banca de camelô. Um cinto praticamente igual a olhou, e gritava, “eu custo só R$10”! Alguma dúvida de que ela o comprou?

As publicações femininas estão certas. Andando duas quadras, pode-se encontrar um produto igual ou muito parecido, por um preço metade ou até mesmo quatro vezes menor.

É possível encontrar muita coisa boa em locais considerados ruins por serem populares. Pode ser que a peça de roupa não dure os três anos que aquela de grife agüentaria, e que a fivela do cinto do camelô caia daqui a um ano. Mas em se tratando de peças da moda, exclusivas da estação, por que não comprá-las por um preço mais acessível?

A moda é efêmera, fugaz. Deixemos para investir em peças básicas, ou então em produtos que vão continuar em alta no ano que vem.

Não deixo de admitir que a sensação de consumir em uma loja de elite é diferente – para melhor. Minha prima só não gosta quando a atendente é arrogante e a olha de cima a baixo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Falar, ouvir, trocar

Quando requisitada para uma entrevista, logo vi o que minha colega Maíra carregava na mão. Uma câmera digital. Para me fotografar é que não ia ser, certo? O objetivo era um vídeo, e um vídeo em que eu deveria responder a uma pergunta.

Falar em frente a uma câmera. Se fosse há um tempo atrás, eu ficaria vermelha e nervosa, com uma forte palpitação. As palavras não fariam o caminho do cérebro até a boca, de forma que uma Daniela gaga entraria em ação.

Ainda bem que hoje posso dizer que isso mudou. Foi a cadeira de Teatro no primeiro semestre? As locuções de notícias e programas de rádio? Foram as apresentações de programa de entrevista, telejornal e boletins? Tudo, tudo isso e mais um pouco, que nem eu mesma cheguei a notar, deve ter ajudado muito.

Quando comecei a cursar Jornalismo, um dos receios foi se minha postura quieta e a timidez atrapalhariam no desenvolvimento da profissão, que, afinal, preza por comunicação. Por sorte, logo no segundo semestre, o professor Cilon tratou de comentar sobre sua época de formação acadêmica e o quão pouco comunicativo ele era. E quer saber? Ele descobriu que o curso podia se tornar, inclusive, uma solução.

No entanto, foi somente no ano passado, quando cursava o sexto semestre, que pude perceber um detalhe importante. Mais escutar do que falar - meu caso - jamais poderá ser um problema para a profissão jornalista. Afinal, comunicação exige emissor-mensagem-receptor (para constar o mínimo necessário), portanto alguém que fale, alguma coisa para falar e alguém que a ouça - o que certamente não exclui questionamentos por parte de quem escuta. Comunicar-se é realizar uma troca. O que aqui se deseja ressaltar é que uma repórter precisa, primeiramente, dar ouvidos à fonte, para assim soltar sua voz, seja através de texto, rádio ou televisão.

E para não deixar ninguém curioso a respeito do vídeo que eu e outros amigos foram convocados a gravar, confira no blog A Minha Notícia. Muito interessante a iniciativa da também futura jornalista, Maíra. Ela pede que os colegas de faculdade relembrem a notícia que mais lhes chamou atenção nos últimos dias.

P.S.: contador colocado no dia 31-03-2008. Aguardo sua visita e comentários! Beijo.

quarta-feira, 19 de março de 2008

12 palavras

De palavras se faz a vida.
Com palavras, amamos.
Com palavras, magoamos.
Com palavras se demonstram sentimentos.
Se o olhar vale mais do que mil palavras, as mil palavras descrevem, narram, detalham em miúdos esse olhar.
Apesar de, às vezes, uma só palavra ter capacidade de significar mil.

Aí vão minhas 12 palavras, que não são somente 12, mas se desdobram em mil: uma para cada mutante segundo da minha vida.

Otimismo
Amor
Risada
Paciência
Companheirismo
Independência
Família
Felicidade
Persistência
Força
Sonho
Luz

Post resposta ao blogueiro-viciado Marcos.
Ah, talentoso também!
Beijos, espero o feedback :)

quarta-feira, 5 de março de 2008

"X" e "y"

"Quem lê, lê à sua forma, e não da forma que o outro, que escreveu."
Assim, em poucas palavras, Mr. Pi explicou a um dos maiores problemas da comunicação através de mensagens instantâneas, na internet.

A internet facilitou muita coisa, e dificultou várias outras. Antes, para entrar em contato com alguém e demonstrar um certo interesse, era preciso telefonar. E telefonar tem um peso, a gente sabe. Colocar-se à prova para conversar com alguém, sendo que esse alguém pode estar ocupado, ou não estar muito a fim, vale quase tanto quanto chegar numa pessoa em uma festa. Além do que a voz pode falhar, as palavras podem faltar, e as bobagens podem sair, sem ter como deletar.

Já para aqueles que têm como necessidade básica do dia-a-dia conectar no chat, o telefone parece não existir. Agora, é só mostrar-se online, e esperar por um "oi" tímido, o qual pode terminar no "tudo bem", e nada mais.

E àqueles que botam a cara a tapa e falam o "oi", parabéns. Vai saber se o que se diz "ocupado" está assim mesmo e se o ausente saiu de casa. Talvez na era do telefone, esses "corajosos" fossem os que mais discariam à procura das pessoas de interesse. E assim, fariam mais pessoas felizes.

Hoje é bem fácil conversar, nem que seja o trivial. Quem dá dois cliques no nome do contato, pode pensar:"Não estou online indo falar com você por esse ser meu objetivo agora, mas sim, porque estou aqui e quero bater um papo com alguém". Qualquer alguém. Não há como saber se o receptor desse "oi" é um ser especial. Tomara que as próximas linhas desse bate-papo possam responder.

Por esse e outros motivos é que o peso de um telefonema é muito maior do que o de um chat na internet. E às vezes é por pensar demais antes de digitar, que o entendimento não flui. É por não escutar o tom da voz, que os problemas começam. A comunicação, em si, não acontece. Eu entendo x, você y. E a mensagem se perde nos zeros e uns da rede mundial de computadores.

(Espero os comentários! Beijos :)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Eu...


Gostar de mim como sou não implica em gostar de pessoas como eu.

Sou obrigada a conviver comigo mesma. Obrigada a me aturar irritada, triste, indecisa, perfeccionista, em TPM e até mesmo feliz.Como se os possíveis estados a só esses se resumissem.

Se por vezes já se torna difícil sair comigo, imagine com uma dose dupla de mim.

Entendi finalmente por que os opostos se atraem. Posso competir com a teoria da Física. O diferente me atrai. O estranho me faz rir. O novo me surpreende. Atitudes inovadoras são passíveis de espantar e distanciar, ou de encantar e aproximar corações. Gosto quando o destino escolhe a segunda opção. Não que eu acredite em destino. Mas se ele existir, que seja para fazer aterrisar coisas boas no meu quintal.

Do mesmo já basta eu. Anseio pelo divergente, porém também atraente.

*Momento musical*
Coloco essa letra de música, a fim de dar subsídio para outras idéias diferentes dessa... afinal, o diferente é bom.

Pato Fu - Eu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

Quando acontece um grande amor
assim como você e eu
o tempo passa por nós dois
não lembro o que aconteceu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

Mas nem por isso vou ficar
a questionar os erros meus
Você precisa procurar
Achar o que você perdeu

Eu...queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
alguma coisa sobre mim

(Texto propositalmente escrito com excesso de primeira pessoa e repetição de palavras.)
(Espero ter motivos para voltar a escrever mais!)
(Beijos!)
(Comentaaaaaa!)

domingo, 2 de dezembro de 2007

A Estranha Perfeita

Senti-me como a estranha errada assistindo a esse filme.
Alguns espectadores acham que um filme é inteligente por ter um desfecho inesperado e esquisito, se analisado com o resto da história. Causa indignação perceber que todo o roteiro te levou a acreditar em um final, mas que o visto é outra coisa.
O final de certa forma é absurdo, por não condizer com o que a trama mostrou. No entanto, a pessoa acaba por desculpar o desfecho, alegando para si mesma que isso faz parte da complexidade do filme. E que ser complexo é sinônimo de ser inteligente.
O espectador se sente enrolado, passado para trás. Se o clichê e o previsível são intoleráveis por muitos, o que dizer do surpreendente? Enjoativo. Ao menos os filmes enquadrados no primeiro caso são capazes de te fazer rir no final de semana, enquanto os como "A Estranha Perfeita" deixam uma pulga atrás da orelha, e uma sensação, parafraseando os norte-americanos, de "did I miss something here?"*

* Eu perdi algo por aqui? - Tem algo aqui que eu não sei/não entendi?